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volta

se um dia você não me encontrar, saiba que fui dar uma volta ali nas veredas do céu. Porque lá é mais tranquilo, é mais colorido, é mais justo. Porque lá o ar é fresco, o ar é musicado e o som é doce. Lá as flores nunca murcham, as águas nunca param e a mente é livre para criar. Ninguém é censurado, ninguém é invejado e todos cantam em harmonia.

Se um dia você não me encontrar, saiba que eu fui dar uma volta ali nas veredas do céu. Porque lá me sinto em casa. Aqui não é o meu lugar.

 
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Publicado por em outubro 19, 2011 em Poesia

 

fire escape

Goodbye my love / I’ll be seeing you when the lights go/ when I put my head on the pillow / I’ll think of you (Diane Birch

quando todos forem dormir, quero afundar em um abraço quente e ganhar um sorriso sincero; quando o sereno cair, roubar-te-ei um beijo suave, dançar-me-ei ao som de seu encanto; sorri para mim.

um cheiro, nenhuma palavra, apenas um toque cheio de carinho; um vinho. Entrelaça seus abraços aos meus, deixa que eu me encoste em ti; fica assim um pouco mais.

encosta tua boca quente na minha

fica

mais

e para sempre no travesseiro estará; devaneio.
 

 

 

 
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Publicado por em abril 11, 2011 em Poesia

 

remember?

Remember those days we were used to laughing out loud about anything? Remember when you looked at me and made me feel like a princess? I remember when I use to think you really meant it.

Free souls ready to love… yet too young to see.

 
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Publicado por em janeiro 7, 2011 em Sem-categoria

 

tempo

Pudera o tempo congelar, assim faria com que tudo se posicionasse de outra forma, mudando o ângulo das visões encobertas;

Deixaria quieto por alguns minutos para que pudesse meditar sem pressa; teria assim, tempo para esquecer as mágoas e perdoar com mais facilidade aqueles que nos ferem;

Pudera eu congelar o tempo, para sussurrar nos ouvidos das pessoas, palavras de amor infinito, conduzindo-as ao verdadeiro interesse da vida;

Teria assim, tempo para me mostrar como realmente sou, sem máscaras para agradar, sem receios  e calafrios de sorrir sem repreensão.

Quisera eu poder ser livre, quisera eles serem mais compreensivos.

 
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Publicado por em dezembro 23, 2010 em Reflexões

 

cheiro de mato

Viveria no meio do mato,

com cheiro de chuva

e bigode de gato;

Viveria no frescor da brisa

que bagunça a cabeleira

que enche o peito de energia da vida;

Viveria ali esparramada na rede

com água de coco para matar a sede

E na simplicidade do pé descalço,

embalaria os pensamentos rústicos

numa melodia de Gadú.

Samba suave que tem cheiro de Brasil.

 
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Publicado por em dezembro 3, 2010 em Poesia

 

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aprendiz sempre

Ainda chocada com a tempestade que atingiu Bauru ontem, desviei meus pensamentos, desligando a televisão e continuando a leitura de Nosso Lar. Não me atendo às catástrofes que a Natureza tem nos surpreendido como súplica para que mudemos nossas atitudes, eu me prendi ao trecho em que essa mesma Natureza, nossa mãe, acolhe os seus filhos.

Em conversa com Narcisa, é passado para André que a Natureza auxilia em nossa recuperação de enfermidades.

- Vamos à Natureza.

Acompanhei-a sem hesitação, e ela, notando-me estranheza, acentuou:

- Não só o homem pode receber fluidos e emiti-los. As forças naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo [Ernesto], precisamos das árvores. Elas nos auxiliarão eficazmente.

Admirando a lição nova, segui-a, silencioso. Chegados ao local onde se alinhavam enormes frondes, Narcisa chamou alguém, com expressões que eu não pude compreender. Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo. Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos. Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:

- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam. Como vê, nada existe de inútil na Casa de Nosso Pai. Em toda a parte, se há quem necessite aprender, há quem ensine; e onde aparece a dificuldade, surge a Providência. O único desventurado, na obra divina, é o espírito imprevidente, que se condenou às trevas da maldade.

Narcisa manipulou, em poucos instantes, certa substância com as emanações do eucalipto e da mangueira e, durante toda a noite, aplicamos o remédio ao enfermo, através da respiração comum e da absorção pelos poros (…)

Acho que o trecho, por si só, consegue transmitir tod o ensino contido nessas poucas palavras. Fazendo um paralelo ao yoga, percebemos que a energia vital, tão importante para nossa existência, realmente está relacionada à respiração.

Exercícios respiratórios, limpezas de nossas vias aéreas e consumo do ar de qualidade, preenche nosso corpo de energia e vitalidade.

As árvores, que possuem papel essencial na qualidade do ar que respiramos, além de serem grandes filtros naturais, também são poderosos condutores energéticos. Elas não estão aqui somente para fazer sombra em dias de calor intenso, mas para transmitirem os fluidos necessários à vida. E nós não percebemos o quanto elas são importantes; a invés de cultivá-las, passamos cimento em tudo e deixamos nossa paisagem num grande jardim cor de cinza.

Eu prezo muito pelo meu jardim; minhas plantas, árvore e flores. E por todos os seres divinos que nele habitam. Prezo pelas joaninhas e passarinhos; e prezo pelos frutos que dele eu colho.

Fiquem na paz do Pai.

 
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Publicado por em dezembro 1, 2010 em Reflexões

 

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mudanças

Recebi uma frase de Claus Muller que diz:

Quando é necessário mudar? Antes que seja necessário.

Fico imaginando o quanto eu já mudei. Bastante, mas sempre agregando os antigos valores aos novos, para que possa montar, durante essa passagem, um grande acervo de conhecimentos que servirão de base para minhas mudanças.

O interessante é que a gente só se dá conta de que mudou quando se está “de fora” de nós mesmos.; quando voltamos ao nosso passado, seja por fotografias (aquele penteado horrendo…) ou quando não achamos mais graça em certas atitudes que antes nos levavam à loucura.

Também conseguimos notar as mudanças quando essas acontecem com os outros. São diversos amigos meus que mudaram muito. Para melhor. E para pior. E triste quando vemos alguém se denegrindo  e sem conseguir ver a luz; é doloroso, porém sabido que será gratificante no futuro, quando vemos alguém querido que já chegou ao fundo do poço e agora enxergou a corda e começa a subir, sofrendo, batalhando, mas subindo.

Mas não só de tristezas vivemos, não é? Muito reconfortante é ver esses mesmos queridos alcançando o sucesso; colhendo os bons frutos semeados. São esses a fonte de inspiração da qual precisamos para tocar nosso barco; para darmos as mãos e estarmos um passo mais perto da perfeição.

Àqueles que ainda não encontraram o sentido da vida: continuem procurando e permaneçam no bem, sempre. Às vezes o caminho do bem pode parecer difícil e trabalhoso no começo, mas verão que com o tempo, a recompensa não tem preço.

Àqueles que já perceberam a evolução das coisas, continuem sempre caminhando para luz. Nao há reconforto maior que padecer nas mãos de um ser maior que o universo.

Namastê!

 
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Publicado por em novembro 23, 2010 em Pessoal

 

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words

Gosto das palavras seja em qualquer idioma. Mas gosto delas por escrito. Adoro quando as letrinhas se organizam sob meus dedos e ilustram uma pitada do que sinto. Às vezes atropelo, às vezes elas faltam… mas é bom escrever. Quando falo, não expresso a alma por não poder, ou querer. Quando escrevo, solto a cabeleira do coração e disfarço as emoções entre as barreiras lingüísticas.

Escrevo para ti, para eles, para mim. Escrevo sem pedir licença apenas para me divertir.

 
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Publicado por em setembro 8, 2010 em Pessoal

 

tears

A cada lágrima que escorre,

Um oceano que em mim deságua

Sem fim e sem começo

Apenas uma tristeza que fere

Um olhar que dói

Ao lembrar de ti,

a mágoa de saber

quão ordinário o especial se faz

 
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Publicado por em setembro 7, 2010 em Poesia

 

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Cold Califórnia

Charlotte Church
 
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Publicado por em setembro 7, 2010 em Música

 

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